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Poema: A sutil diferença entre o amor e a amizade

quarta-feira, 29 de agosto de 2012


O que é o amor? E a amizade? Como distinguir em palavras, sentimentos que, em muitos aspectos, são tão semelhantes? Alguns fascinantes poetas conseguem realizar o “impossível”.  A seguir, um belíssimo poema de William Shakespeare. Espero que apreciem esta leitura tanto quanto eu.

A sutil diferença entre o amor e a amizade

Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...


O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.


No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.


Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.


Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração.

William Shakespeare

Poema: Para Sempre - Drummond

sábado, 11 de agosto de 2012


Sabe quando um poeta consegue descrever exatamente o que você pensa ou deseja? O poema a seguir é exatamente isso! O relato do que todo filho (imagino eu) deseja: A vida eterna da própria mãe. Boa leitura!

Para Sempre 

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade

Despedida - Cecília Meireles

quarta-feira, 25 de julho de 2012


Estava lendo um poema muito bonito de Cecília Meireles, um pequeno poema para falar a verdade, mas com versos repletos de uma realidade. Espero que gostem tanto quanto eu!


Despedida

Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranquilo:
quero solidão.

Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.

Que procuras? Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.

A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?

Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.

Cecília Meireles

Poema: A felicidade

sábado, 7 de julho de 2012



A Felicidade 
Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor

A felicidade é uma coisa boa
E tão delicada também
Tem flores e amores
De todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo de bom ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu trato dela sempre muito bem

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

Vinicius de Moraes



Amor é síntese...

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Imagem de Gonmi

Apesar de Mário Quintana não ser o meu poeta favorito, gosto dos seus poemas. Resolvi ler alguns, e teve um que, para mim, destacou-se. Abaixo, compartilhei com vocês! Espero que gostem e boa leitura! 



Amor é síntese

Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu. 
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu...
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.

Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeito amor.

Mário Quintana


Poema: Mínimos detalhes

sábado, 19 de maio de 2012


Vasculhando o Blog  “LifeClara”  encontrei uma postagem antiga que gostei muito! É um belíssimo poema da própria autora do Blog, Clara Miranda. Espero que gostem!

Mínimos detalhes

Cada detalhe...
Por menor que seja,
Faz com que eu te ame mais.

Seu jeito doce, meigo e sincero
Me encanta.

Cada atitude tua,
Cada sorriso,
Cada lágrima
Faz com que eu não me arrependa de te amar.

Não sei como, onde e nem porque isso aconteceu,
Começou de um jeito louco.
E hoje estou aqui a te amar!

Não percebi que daquela conversa sem lógica
Poderia sair um sentimento tão puro e verdadeiro.

Posso passar horas, minutos ou até mesmo séculos
Falando o quanto você me encanta.
Porém, nada teria tanto valor quanto as doces palavras,
Que todos querem ouvir.

O simples e ao mesmo tempo complexo:
Eu Te Amo!
Clara Miranda

O amor - Fernando pessoa

sexta-feira, 27 de abril de 2012


Imagem de Gonmi

           O poema a seguir é um dos mais bonitos que já li de Fernando Pessoa. Fiquei praticamente na obrigação de compartilhá-lo com vocês. Espero que gostem!

O Amor

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar pra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar.
Fernando Pessoa


Eu não existo sem você - Vinícius de Moraes

terça-feira, 10 de abril de 2012

Imagem de Gonmi

Já postei aqui no Blog outros poemas de Vinícius de Moraes, dentre eles o meu preferido, “O velho e a flor”. A seguir, mais um belíssimo poema deste excelente poeta! Espero que gostem e boa leitura!


Eu não existo sem você

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você

Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você
Vinícius de Moraes



Não deixe o amor passar - Drummond

domingo, 18 de março de 2012

Imagem de Crismatos Busy


Admiro muito as obras de Drummond, acho incrível a maneira como ele descreve os sentimentos. Já postei outros poemas aqui no Blog deste poeta, dentre eles “Quero”, “Quadrilha” e “Casa arrumada”. Porém, na minha opinião, o poema a seguir superou todos os outros, quando terminei de ler, me senti praticamente na obrigação de compartilhá-lo com vocês! Espero que gostem e boa leitura!



Não deixe o amor passar
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer
seu coração parar de funcionar por alguns segundos,
preste atenção: pode ser a pessoa
mais importante da sua vida.


Se os olhares se cruzarem e, neste momento,
houver o mesmo brilho intenso entre eles,
fique alerta: pode ser a pessoa que você está
esperando desde o dia em que nasceu.


Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo
for apaixonante, e os olhos se encherem
d'água neste momento, perceba:
existe algo mágico entre vocês.


Se o 1º e o último pensamento do seu dia
for essa pessoa, se a vontade de ficar
juntos chegar a apertar o coração, agradeça:
Deus te mandou um presente divino: O AMOR.


Se um dia tiverem que pedir perdão um
ao outro por algum motivo e, em troca,
receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos
e os gestos valerem mais que mil palavras,
se entregue vocês foram feitos um pro outro.


Se por algum motivo você estiver triste,
se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa
sofrer o seu sofrimento, chorar as suas
lágrimas e enxugá-las com ternura, que
coisa maravilhosa: você poderá contar
com ela em qualquer momento de sua vida.


Se você conseguir, em pensamento, sentir
o cheiro da pessoa como
se ela estivesse ali do seu lado...


Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos,
chinelos de dedo e cabelos emaranhados...



Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...


Se você não consegue imaginar, de maneira
nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...


Se você tiver a certeza que vai ver a outra
envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção
que vai continuar sendo louco por ela...


Se você preferir fechar os olhos, antes de ver
a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.


Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes
na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.


Às vezes encontram e, por não prestarem atenção
nesses sinais, deixam o amor passar,
sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.


É o Livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem
cego para a melhor coisa da vida: o AMOR!

Carlos Drummond Andrade


O que acharam? Comentem! *-*

Poema: Guardar - Antonio Cicero

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012


A seguir um belo poema de Antonio Cicero. Espero que gostem!

Guardar


Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar é olhá-la, fita-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.

Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso melhor se guarda o voo de um pássaro
Do que um pássaro sem voos.

Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guarda-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.
Antonio Cicero 


Poema: Quero - Drummond

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012


         

         No poema a seguir, Carlos Drummond de Andrade mostra que o sentimento amoroso ao mesmo tempo em que traz alegria, traz também ansiedade. Espero que gostem!

Quero

Quero que todos os dias do ano
Todos os dias da vida
De meia em meia hora
De 5 em 5 minutos
Me digas: Eu te amo

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
Creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
E no seguinte,
Como sabe-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
Que me amas que amas que amas.
Do contrário evapora-se a amação
Pois ao dizer: Eu te amo,
Desmentes
Apagas
Teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
Isto sempre, isto cada vez mais.

Quero ser amado por e em tua palavra
Nem sei de outra maneira a não ser esta
De reconhecer o dom amoroso,
A perfeita maneira de saber-se amado:
Amor na raiz da palavra
E na sua emissão,
Amor feito som
Vibração espacial.

No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
Inexoravelmente sei
Que deixaste de amar-me,
Que nunca me amaste antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
Verdade fulminante que acabas de desentranhar,
Eu me precipito no caos,
Essa coleção de objetos de não amor.

Carlos Drummond de Andrade

Belos poemas...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Imagem de Gonmi

Hoje compartilharei com vocês dois belos poemas, "Motivo" de Cecília Meireles e "Um dia" de Mário Quintana. Espero que gostem e boa leitura!


Motivo 

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada.
E sei que um dia estarei mudo:
- mais nada
Cecília Meireles


Um dia...
...Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer ... 

Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...

Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..." 

Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim... 

Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos
todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito... 

O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas
as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação         
Mário Quintana                                                                                                                    

Quadrilha - Drummond

sábado, 22 de outubro de 2011


Imagem de Gonmi


Quadrilha


João amava Teresa que amava Raimundo

que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili

que não amava ninguém.


João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,

Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,

Joaquim suicidou-se e Lili casou-se com J. Pinto Fernandes

que não tinha entrado na história.

Carlos Drummond de Andrade



Poemas

sábado, 15 de outubro de 2011


Vasculhando pelas diversas páginas da internet encontrei alguns poemas de Vinícius de Moraes que irei compartilhar agora com vocês, espero que gostem. Boa leitura!

O VELHO E A FLOR

Por céus e mares eu andei,
Vi um poeta e vi um rei
Na esperança de saber
O que é o amor.

Ninguém sabia me dizer,
Eu já queria até morrer
Quando um velhinho
Com uma flor assim falou:

O amor é o carinho,
É o espinho que não se vê em cada flor.
É a vida quando
Chega sangrando aberta
em pétalas de amor.
Vinícius de Moraes


Chega de Saudade

Vai, minha tristeza, e diz a ela
Que sem ela não pode ser
Diz-lhe, numa prece, que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer

Chega de saudade, a realidade é que sem ela
Não há paz, não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai

Mas, se ela voltar, se ela voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei na sua boca

Dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim

Que é pra acabar com esse negócio de viver longe de mim
Não quero mais esse negócio de você viver assim
Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim
Vinícius de Moraes

Felicidade é...

domingo, 17 de julho de 2011


Imagem de Gonmi


Hoje parei o que estava fazendo e me perguntei: O que vou querer ser no dia de amanhã? Qual meu projeto de vida? Cheguei a conclusões claras, as de que não quero ser alguém cuja vida não tem sentido.

Voltei a me perguntar, o que seria uma vida sem sentido? O que seria a infelicidade? Será aquela em que não adquirimos sucesso profissional? Ou aquela em que vivemos cercados por poucos amigos verdadeiros, poucas pessoas que amamos e poucas que nos amam?

Gostaria de compartilhar neste momento um poema de autor desconhecido sobre o que seria a felicidade.

Felicidade é...

Se tudo na vida é relativo,
Relativa também é a ideia
Que cada um faz da felicidade.

Para uns, felicidade é
Dinheiro no bolso,
Cerveja na geladeira,
Roupa nova no armário.


Para outros a felicidade
Representa o sucesso,
A carreira brilhante,
O simples fato de se achar importante
(ainda que na verdade as coisas não sejam bem assim).


Para outros tantos,
Ser feliz é conhecer o mundo,
Ter um conhecimento profundo
Das coisas da Terra e do Ar.


Mas para mim, ser feliz é diferente
Ser feliz é ser gente,
É ter vida,
Que como dizia o poeta:
" É bonita, é bonita e é bonita..."


Felicidade é a família reunida,
É viver sem chegada, sem partida,
É sonhar, é chorar, é sorrir...


Felicidade é viver cercado de amor,
É plantar amizade, é o calor
Do abraço daquele (a) amigo (a),
Que mesmo distante,
Lembrou de dizer: "Alô"


Ser feliz,
É acordar as cinco da matina,
Depois de ter ido dormir
às três da madrugada,
com sono e pra lá de cansado,
só pra dar uma pontinha da cama, pro filho
(ou pra cachorra) dormir.


Ser feliz é ver todo dia
Um sorriso de criança,
É musica, é a dança,
É a paz, é o prazer
De descobrir a cada dia
Que a vida se inicia novamente,
A cada amanhecer.


Ser feliz é ter violetas na janela,
É chá de maçã com canela,
E pipoca na panela,
E um CD bem mela-mela,
Para esquentar o coração.


Ser feliz é curtir sol radiante,
Frio aconchegante,
Chuvinha ou temporal.
Ser feliz é enxergar o outro
(E sabe lá quantos outros, que cruzam nossa estrada).


Ser feliz é fazer da vida,
Uma grande aventura,
A maior loucura,
Um enorme prazer.
(autor desconhecido)

E para você, o que é a felicidade? Comente!







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